Mais encerramentos marcaram o mês de julho nas escolas

Mais escolas realizaram o encerramento oficial da primeira etapa do Teatro Papo Reto 2014  ​. Alunos, familiares e professores puderam prestigiar o trabalho ​realizado ​ao longo do semestre​, além da exibição de vídeo sobre o processo de aprendizado que contou com produções de máscaras, esquetes, roteiros e exercícios diversos. Os oficineiros comentaram sobre o desempenho e evolução da turma e o DVD com o conteúdo das oficinas foi entregue para as escolas.

​​Nessa etapa tivemos as ​EMEFs Ildo Meneguetti, Chico Mendes, Décio Martins e a Escola Monsenhor Leopoldo Neis e Vereador Antônio Giúdice ​do turno da manhã e no turno da tarde as EMEFs Neuza Goulart, Nossa Senhora de Fátima, Heitor Villa Lobos, Carlos Pessoa de Brum, Martim Aranha, Grande Oriente, Lauro Rodrigues, Saint Hilaire, Mário Quintana, Emílio Meyer, Chapéu do Sol e Aramy Silva.

 

MONSENHOR LEOPOLDO NEIS

A turma ​do oficineiro Roger William aceitou o desafio de fazer uma intervenção baseada no jogo O dragão de Trou Balligan do livro Jogos para Atores e não Atores de autoria de Augusto Boal através da adaptação do jogo para os personagens principais do livro Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra, transformando o Dragão em Chupas Almas, o Camponês em Nilinho/Escudeiro da Luz e a Princesa em Nanda, mostrando o quanto não nos esforçamos para ver os problemas que nos cercam e quanto é difícil resolvê-los.

ILDO MENEGUETTI

​Foi com alegria e surpresa que a escola recebeu a apresentação dos alunos da oficina de teatro. Sob os olhos e orientação do oficineiro Rodrigo Reis, quatro grupos de​alunos realizaram o encerramento oficial do primeiro semestre inspirados no livro Escudeiro da Luz.  “Vocês estão de parabéns, fizeram uma bela apresentação e me surpreenderam”, destacou a diretora da escola após a atuação.

 

CHICO MENDES

​​Com forte presença dos pais dos alunos, a turma dos oficineiros Roger e Carol Oliveira ​também aceitou o desafio de fazer uma intervenção baseada no jogo O dragão de Trou Balligan do livro Jogos para Atores e não Atores de Augusto Boal.

​Além da adaptação do jogo para os personagens principais do livro Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra, os alunos puderam também refletir sobre os problemas que os cercam e como é difícil resolvê-los. Ao final, José, pai do aluno Rodrigo, fez questão de cumprimentar os oficineiros. “Muito bom o trabalho, gostei bastante, esta ação que vocês fazem é muito bonita”, ressaltou.

 

DÉCIO MARTINS

Os alunos ​do oficineiro Roger William apresentaram a proposta de uma esquete pensada por eles ​mesmos, para as turmas B21 e B22. A cena acontece em um baile onde um morador de rua usuário de drogas é acusado de roubo e o público é convidado para decidir o destino deste morador de rua tão vulnerável, inspirados na proposta do teatro fórum do Augusto Boal. As turmas que assistiram à apresentação receberão as oficinas do Projeto no próximo semestre. A professora da B21 destacou a importância da realização das aulas do Papo Reto. “Esta é outra forma dos estudantes se expressarem, eles podem assumir uma outra identidade e ajuda a perder a timidez”, enfatizou.

 

ANTÔNIO GIÚDICE

Com a sala de vídeo lotada de professores e alunos, a turma da oficineira Carolina Oliveira apresentou a esquete da apresentação de um telejornal, relatando como a mídia transmite a vida dentro das favelas. Empolgados, os estudantes pensaram em tudo que era necessário para a realização de um jornal, desde a câmera de filmar até o microfone (ambos produzidos durante as oficinas Papo Reto).  A apresentação fez sucesso e recebeu muitos aplausos e elogios. “Foi uma bela apresentação, a turma se mostrou comprometida com a tarefa e soube abordar bem o tema principal”, enalteceu o coordenador cultural da escola.

 

NEUZA GOULART 

Antes do encerramento ​a turma do oficineira Mariana Freitas apresent​ou duas esquetes: “No ônibus” e “Quero ser jogador de futebol”. A primeira expõe o preconceito racial e como este pode se manifestar no cotidiano, em palavras e comentários aparentemente simples. A segunda esquete mostra o rompimento dos sonhos devido ao uso de drogas. Assistiram à apresentação as turmas B20 e B30 e professores. A vice-diretora Cláudia Saldanha destacou a importância da oficina na instituição. “Viver é constantemente enfrentar desafios, adorei oficina, adorei o que fizeram. Vocês tinham o papel de disseminar essa mensagem na escola. Isso que queremos, que vocês sejam mensagens”

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

​Fundador do teatro do oprimido, Augusto Boal teria ficado feliz em assistir os alunos da escola Nossa Senhora de Fátima com o esquete GRANFINO E DESEMPREGADO. O ato conta a história de um morador d​e periferia, que ​se formou no ensino médio e ​começou a cursar a faculdade de administração​ e está à procura​ de um​ emprego​. Através de um anúncio de jornal​, ele​ vai até ao endereço da referida vaga​ e chegando lá se depara com uma situação de opressão. O personagem GRANFINO é extremamente preconceituoso, oferecendo coisas pra dar ao DESEMPREGADO, inclusive duvidando de sua escolaridade. ​O papel vivido por alunos e alunas, foi interpretado em duplas e teve como objetivo promover a discussão de diversos tipos de preconceitos e prejulgamentos sociais. Se tratando de teatro fórum, apresentou para o público a possibilidade de dar vozes diferentes a este personagem OPRIMIDO, neste caso o DESEMPREGADO.

HEITOR VILLA LOBOS

Os alunos criaram seus figurinos e atuaram sob a estética ​de ​fotonovela. Através das fotos​, atuaram em cenas que relataram a história de Nando, o irmão mais velho, que te​ve uma mudança drástica de comportamento, percebida apenas por seu irmão Nilinho , que achou que ele estava virando ​um​ zumbi. Nilinho imagin​ou​​ e desenh​ou os heróis desta história: Os Escudeiros da Luz, que travaram uma batalha com os Chupa Almas, reis do mundo dos Zumbis. Os Escudeiros resgata​ra​m Nando​, que pode voltar para casa​ e aconchego da família​. O amor e a preocupação do irmão Nilinho salvou Nando do mundo dos Zumbis. A temática ​da fotonovela​ foi em torno da prevenção ao uso do crack e drogas em geral, da importância do amor, da família e da atenção no âmbito familiar inspirados na ferramenta literária O Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra​ tem como mensagem principal o amor, o poder de resgatar e transformar a vida de alguém que pode estar passando por uma situação como a de Nando.

ARAMY SILVA

Os alunos criaram uma esquete com base em várias cenas de improviso de temas específicos, como violência doméstica, uso de drogas por jovens, entre outros.

A esquete ​sob os olhos cuidadosos da oficineira Luciana, ​abord​ou o assunto “amigo conta para amigo que está usando drogas”, em forma de programa de TV. Dois apresentadores inicia​ra​m a esquete anunciando o assunto e em seguida começa​ram​ a cena que ​tratava de um conflito ideológico, com direito a um tribunal de ideias dentro da mente do personagem principal. Tudo isso “apresentado” por uma espécie de âncoras de telejornal (com objetivo de alívio cênico). A temática abordada gir​ou​ em torno da importância da prevenção ao uso de drogas.

CARLOS PESSOA DE BRUM

Depois de alguns experimentos cênico-teatrais, os alunos da oficineira Letícia Virtuoso resolveram experimentar a linguagem do cinema, pretendendo criar um pequeno curta-metragem a partir das cenas criadas em sala de aula. A inspiração veio de alguns capítulos do livro “Os Zumbis da Pedra”, focando na temática do uso de drogas e suas consequências em diversos hábitos da vida dos adolescentes.

MARTIM ARANHA

Os alunos da escola Vereador Martim Aranha elaboraram duas pequenas cenas sobre “Racismo e Violência Policia” e “Drogas e Violência Familiar”, ambas ​criadas​ a partir d​as oficinas de improviso​. Após​ a elaboração das esquetes junto a oficineira Leticia Virtuoso, os alunos elegeram as duas cenas que lhes pareceram mais significativas e que trouxeram diversas discussões ​na sala de aula​ e as eleitas ​foram compartilhadas com o público​ da escola​. Os alunos discutiram o quanto a violência policial ​pode estar relacionada com a cor e a classe social das pessoas. Também trouxeram à tona a discussão sobre a violência que o álcool, que é uma droga lícita, pode trazer e desencadear em diversas famílias.

GRANDE ORIENTE

Os alunos​ da EMEF Grande Oriente​ receberam duas turmas do ciclo B​ para assistir a apresentação do vídeo com os melhores da oficina ​e a esquete “Se beber, não dirija!” criada e encenada pelos alunos Erik, Cauã e Gabriel.  A esquete trat​ou de um tema sempre atual: a combinação entre álcool e direção. Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, partiu dos alunos a ideia de retratar o comportamento de três homens adultos envolvidos na euforia de um dia de jogo: dois amigos – um que não bebe e outro que não se importa em fazer a perigosa mistura de beber e dirigir – e o dono do bar onde eles vão assistir à partida. A situação é explorada em seus diversos ângulos e mostra em quantas vidas uma atitude aparentemente isolada pode refletir. Totalmente criada pelos alunos, e com a orientação da oficineira Carol Oliveira, a esquete busca lembrar que festa entre amigos é sempre bom, mas com consciência fica ainda melhor.

LAURO RODRIGUES

Para o encerramento do primeiro semestre, os alunos do oficineira Mariana Freitas escolheram um formato diferenciado para apresentar o conteúdo captado no primeiro semestre: encenaram um telejornal com reportagens que abordam a temática da prevenção às drogas e do bulling. A montagem em formato de telejornal, contou com todos os elementos comuns em telejornais, incluindo o intervalo comercial, porém representado de forma descontraída e original.

SAINT HILAIRE

Os estudantes da oficineira Mariana Freitas apresentaram as peças “Mãe, estou grávida” e “Os festeiros”. Ambas as esquetes foram criadas pelos alunos através de jogos de Teatro Fórum. A primeira demonstrou a delicada situação de uma adolescente que revela à sua mãe uma gravidez indesejada e a segunda apresentou a reação de um pai que descobre que seu filho e os amigos estão experimentando drogas. Familiares do alunos puderam prestigiar a encenação dos esquetes, entre eles a avó do Luiz Henrique Machado da Silva, Dona Olívia da Silva; a mãe da Alice Ferraz da Rosa, Luciane Ferraz; a mãe da Rafaela Kipp Rodrigues, Daine Kipp; e a mãe da Tamires de Araújo, Júlia de Araújo.

PRESIDENTE VARGAS

Com a esquete criada pela oficineira Paula Lages e os alunos, “Beijinho no Ombro para o crack passar longe”, a apresentação de paródia funk “Beijinho no Ombro” da cantora Valeska Popozuda, contou também com coreografia e percussões corporais. A letra criada em cima da temática de prevenção às drogas do livro “Os Zumbis da Pedra”, encantou a todos, inclusive pais e familiares presentes, como as mães dos alunos Dayhmon Ribeiro e Brenda dos Santos compareceram no encerramento.

MÁRIO QUINTANA

A esquete criada pela oficineira Paula Lages e os alunos, “Brincar, Aprender, Prevenir” fez paródia em cima da música popular infantil “Rosa Juvenil”, com temática do livro “Os zumbis da Pedra”. Como na brincadeira que se faz com essa música, os alunos assumem os personagens do livro que são referenciados na canção e representam a história que está sendo narrada na letra da música.

EMÍLIO MEYER 

Sob as orientações da oficineira Paula Lages, os alunos da escola Emilio Meyer puderam criar e experimentar diversos cenas para as esquestes do teatro fórum, que teve como tema central “o que leva uma pessoa às drogas?”. Foram três cenas – As drogas e a pobreza, as drogas e a riqueza e as drogas lícitas. Os alunos puderam passar o conteúdo que receberam nesse primeiro semestre e já tem perspectivas para a apresentação final, que acontece em novembro: pequenas intervenções musicais na escola.

CHAPÉU DO SOL

Muito conhecidas como um instrumento do teatro, as máscaras podem adquirir sentidos diversos. E foi apostando nisso, que a oficineira Paula, incluiu nas oficinas do primeiro semestre a confecção de máscaras que deram vida a esquete  “As máscaras do medo”. O trabalho foi realizado com máscaras que representam medos dos atores-alunos.

A atividade de encerramento também teve leituras e contos de histórias com representações corporais dos alunos de máscaras e jogos de coro.

“Eles manifestaram o desejo de trabalhar com máscaras e também sugeriram a temática do que eles mais têm medo. Dentro disso a gente trabalhou com jogos de coro, como a deusa dos mil braços, e a ideia é que se trabalhe contando histórias. Uns contam as histórias e outros representam com gestos e expressão corporal”, explana a oficineira Paula Lages, que complementa que a iniciativa é uma proposta que contempla a todos.

 

 

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One Comment

  1. Na escola eu sofria horrores devido à minha timidez excessiva, principalmente com as mulheres… Isso sempre me influemciou negativamente.

    Quem tem esse problema hoje em dia, recomendo procurar ajuda o mais rapido possível para evitar futuros sofrimentos e arrependimentos

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